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   Não fique só, fique sócio!

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Sindicato promove capacitação de colaboradores

20160428 140807Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio através da direção do Supermercado promoveu na quinta-feira da semana passada, dia 28 de abril, uma intensa capacitação profissional para seus colaboradores. O treinamento foi realizado no auditório central da Associação Comercial e Industrial e segundo o presidente e vice, Odirlei Magalhães e Joel de Carvalho, respectivamente, “o objetivo é de buscar melhorar ainda mais o atendimento ao público em geral e especialmente o associado, o nosso maior patrimônio”, afirmam os diretores.

O treinamento foi oferecido aos colaboradores do Supermercado do Sindicato e já estuda estender o mesmo aos demais colaboradores que trabalham na sede, farmácia e extensão de base de São João da Serra Negra. Segundo Ordirlei Magalhães a data para esse treinamento ainda não foi definida, mas deve acontecer ainda esse ano, segundo avalia. 

 

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Sindicato faz sorteio de vale compras de abril

IMG-20160420-WA0011PATROCÍNIO - A direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio e Região continua a sua campanha de valorização do associado. O sorteio de dois cupons no valor de R$ 500,00 cada foi realizado na sede do Sindicato, na Rua Joaquim Carlos dos Santos, 135, no bairro Cidade Jardim. Na oportunidade foram beneficiados dois associados em dias com suas obrigações sindicais, sendo Arlete Dias Machado da Silva, matrícula 7572 e Carlos Alberto Moreira da Silva, matrícula 5681, que representou a filha Valéria.

O presidente Odirlei Magalhães, salienta que a campanha de valorização dos associados continua, promovendo o sorteio de dois vale compras de R$ 500,00 todos os meses, a serem gastos no Supermercado do Sindicato. E fazendo suas compras no Supermercado ou Farmácia do Sindicato, você recebe cupons que darão direito ao sorteio de mais duas motos HONDA zero km, no final de dezembro.

Participe você também, não fique só, fique sócio. É fácil, basta procurar a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio, ou entrar em contato pelo telefone 3831-1494. O mesmo pode ser feito na extensão de base em São João da Serra Negra com o telefone 3836-5309, quando terá direito a uma infinidade de benefícios.

Assessoria de Imprensa/STR/Foto divulgação

 

Valéria filha do Sr. Carlos Alberto Moreira

 Arlete Dias Machado da Silva

Mineira cria aparelho que ajuda cadeirantes a se manterem de pé

imageBELO HORIZONTE -Os tambores cheios de água onde a empreendedora Rosana Antunes, 54, brincava de mergulhar para se refrescar em dias quentes quando criança e o incentivo do pai e do avô para manusear ferramentas e construir objetos são mais do que meras lembranças de infância. Segundo ela, todo esse “conhecimento” se tornou primordial para que, mais tarde, ela viesse a desenvolver um aparelho de mobilidade que pudesse devolver à mãe e a outras pessoas a possibilidade de voltar a ver o mundo por outro ângulo.

O aparelho já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), patenteado em países como Chile, Japão e Colômbia e em fase de patenteamento em outros 47 países, incluindo o Brasil – é todo feito em peças encaixáveis de alumínio. A base estrutural do modelo adulto pesa 33 kg, quase a metade do peso das cadeiras motorizadas (52 kg).

Sem formação acadêmica na área de engenharia ou medicina, Rosana (que se graduou em comunicação), conta que desde o dia 14 de fevereiro de 1991, quando ela recebeu a notícia de que a mãe, Rosa Antunes, hoje com 78 anos, havia ficado paraplégica após um acidente de carro, a invenção do projeto a ‘perturbava’. “Fui observando o corpo da minha mãe paralisado e me veio a ideia de colocá-la dentro de um tambor com rodinhas, mas eu mesma achava a ideia um pouco maluca”, lembra.

O primeiro protótipo só ficou pronto em 2009, quando a inventora – como a própria Rosana se intitula – conseguiu colocar a mãe pela primeira vez novamente de pé. “A reação dela (mãe) foi parecida à de uma criança quando começa a andar. Ela me disse que o mundo tinha ficado mais bonito de pé, novamente, depois de 20 anos”, lembra. O maior susto, no entanto, foi a praticidade com que Rosana conseguiu operar o Up Rose. “Levei apenas um minuto para colocá-la, alinhá-la e mobilizá-la. Eu fiquei em estado de choque, e ela saiu ‘andando’ por todos os cômodos da casa”, diz.

As melhorias desenvolvidas durante os quatro anos seguintes incluíram a motorização do aparelho, acionado por controle remoto e comandado pelo próprio usuário ou por cuidadores. A multifuncionalidade do projeto, que consegue atender pessoas de até 100 kg e com vários tipos de lesões (paralisia cerebral, distrofia muscular e amputados), já foi também aprovada por neurocirurgiões e fisioterapeutas. A UFMG também avaliou o Up Rose e concluiu que o aparelho está apto a ser utilizado com segurança. Cerca de cem aparelhos foram produzidos e já estão sendo vendidos por R$ 16.900 a versão adulta e R$ 14.500 o modelo infantil. O atleta da Seleção Brasileira de Rugby sobre cadeiras de rodas, David Rodrigues, é um dos usuários.

Cadeira sobe e desce escadas

Na rotina de seu trabalho como engenheiro, Adriano Florêncio, 28, lida com implementações de novos produtos em uma fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia, tarefa que em nada se assemelha com a cadeira de rodas omnidirecional que ele criou. O projeto do brasileiro foi destaque e ficou entre os 128 melhores de uma competição sobre mobilidade em nível global. O diferencial são as rodas omnidirecionais que permitem movimentos em qualquer direção, inclusive subir e descer escadas. “Esse conceito pode ser usado na indústria para a movimentação de peças, mas, nesse caso, foi pensado para movimentar pessoas”, diz. A ideia é que a cadeira seja fixada no estepe localizado na parte externa da traseira do veículo. A forma de acoplamento, que seria feita com o auxílio de um sistema multimídia dos carros da montadora, ainda está em estudo. “Buscávamos acessibilidade para locais onde o carro não alcança. Com isso, é possível dar maior autonomia ao usuário”, afirma Florêncio.

O Tempo/ Divulgação

OMS diz que zika está claramente em regressão no Brasil

Zika-e-dengueFRANÇA- A epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil, afirmou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), um queda provavelmente relacionada com o fim do verão. "A epidemia está em uma fase descendente no Brasil", afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris. "O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde", acrescentou. 

No entanto, observou que é impossível no momento saber se haverá uma reativação do vírus no futuro. Transmissão sexual do zika já acontece em oito países, afirma OMSOMS considera possível aumento significativo de casos de zikaVírus da zika causa microcefalia, conclui agência de saúde dos EUA. "O vírus, e portanto a epidemia, poderá propagar-se para todos os lugares em que existe o vetor, por isso estamos organizando uma rede de vigilância na África", afirmou. Quase 600 cientistas participam nesta segunda e terça-feira no Instituto Pasteur de Paris em um simpósio internacional sobre o vírus zika.

AFP/Ilustração

Frente Brasil Popular afirma que 'não aceitou golpe'

imageSÃO PAULO - A Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais, partidos de esquerda, centrais sindicais e união de estudantes contrários ao impeachment da presidente Dilma divulgou na noite deste domingo (17) nota onde comenta a aprovação do pedido de impeachment pela Câmara dos Deputados. "Não aceitamos o golpe contra a democracia e nossos direitos! Vamos derrotar o golpe nas ruas!", diz a nota.

A frente convoca seus membros a permanecerem nas ruas para protestar contra o processo. "A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo conclamam os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, e as forças democráticas e progressistas, juristas, advogados, artistas, religiosos a não saírem das ruas e continuar o combate contra o golpe através de todas as formas de mobilização dentro e fora do País", afirma o comunicado.

O movimento afirma ainda que não reconhecerá a legitimidade de um eventual governo Temer e critica o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A nota termina afirmando que "a nossa luta continuará com paralisações, atos, ocupações já nas próximas semanas e a realização de uma grande Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, no próximo 1º de maio".

Folhapress/Divulgação

20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás

661795877PARA - Nesse domingo, 17 de abril, completou 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará. Foram 19 trabalhadores rurais assassinados, centenas ficaram feridos, 69 mutilados e alguns desaparecidos. Na época, a CONTAG registrou tudo no jornal “Trabalhador Rural”, edição de abril/maio de 1996. Centenas de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, posseiros da fazenda Macaxeira, foram encurralados na rodovia PA-150, em Eldorado dos Carajás, sul do Pará, por dois grupamentos da Polícia Militar (um procedente de Marabá e outro de Parauapebas). O Pará era governado por Almirante Gabriel, do PSDB, que atuou junto com o comando da PM. Mais de 200 soldados da Polícia Militar chegaram atirando bombas com gás lacrimogênio e os trabalhadores revidaram jogando pedras, foices, facões e paus. A resposta policial foi imediata: deixaram de atirar para cima e começaram a metralhar os trabalhadores. O saldo desse embate já foi um massacre.

Uma hora antes do massacre, os comandantes da PM haviam afirmado que chegariam vários ônibus para levar os líderes do movimento até Marabá, onde seria negociada uma solução para o assentamento das 2.500 famílias que, há quase dois anos, ocupavam a fazenda Macaxeira, cujo acampamento era coordenado pelo MST.

O secretário de Políticas Sociais da CONTAG na época, Airton Faleiro, na manhã seguinte ao crime, chegou a Eldorado dos Carajás. “Considero que foi um dos piores episódios que aconteceu no País nos últimos anos. A imagem que ficou do acampamento foi a de uma cidade bombardeada, que perdeu a sua direção”, disse Faleiro em depoimento ao jornal Trabalhador Rural.

Na época, o dirigente da CONTAG também afirmou que não tinha dúvida de que o massacre foi premeditado. “Premeditado pelo latifúndio paraense, que pressionou o governo do estado para tomar uma posição. Também foi premeditado do ponto de vista da autorização do governador para retirar os trabalhadores da rodovia. E premeditado pela Polícia Militar, que executou o massacre. Não havia necessidade de acontecer o que aconteceu”, denunciou.

Era possível encontrar uma solução para desobstruir a estrada e efetivar o assentamento daquelas famílias na terra. “A situação dos trabalhadores era de desespero. Eles não tinham mais a quem recorrer. E estavam fazendo uma ação garantida pela Constituição: uma manifestação em busca da terra, em busca da alimentação para se manter”.

Por todo esse acontecimento, por toda essa violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais é que 17 de abril é o Dia Internacional de Luta pela Reforma Agrária. A data foi escolhida em homenagem aos trabalhadores rurais mortos vítimas do Massacre de Eldorado de Carajás, no ano de 1996, fato que ganhou repercussão internacional. E a CONTAG, mais uma vez, presta a sua solidariedade às famílias dos trabalhadores assassinados e aos companheiros e companheiras do MST.

Apesar da impunidade deste e de outros crimes envolvendo os trabalhadores e trabalhadoras rurais, principalmente os que lutam pela terra, o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (CONTAG, FETAGs e STTRs) mantém a reforma agrária como uma das suas principais bandeiras de luta e como um dos pilares do seu Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS).

A CONTAG aproveita esta data para homenagear os milhares de homens e mulheres do campo que aguardam há anos, debaixo da lona, a sua terra para produzir e morar, bem como os que já conquistaram e que contribuem para a dinamização do meio rural, a garantia de alimentos saudáveis para o País e o desenvolvimento do campo brasileiro.


CONTAG/Divulgação

Produtor rural tem até dia 5 de maio para aderir ao CAR

propriedade-Miriam1BELO HORIZONTE - A Fetaemg reforça a necessidade da participação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deste ano. A quitação do CAR é indispensável para a manutenção de benefícios do pequeno produtor rural. Os proprietários de imóveis rurais devem ficar atentos ao prazo de pagamento, que vai até o dia 5 de maio.

O Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012) estabelece que o proprietário de imóvel rural que não aderir ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode enfrentar problemas para garantir os benefícios definidos pela Lei, além da proibição de acesso ao crédito agrícola a partir de 28 de maio do próximo ano. Fica, ainda, impossibilitado de aderir ao Programa de Recuperação Ambiental-PRA, quando existir passivo ambiental.

Ao mesmo tempo, o proprietário inscrito no CAR, dentro do prazo legal, tem previstas vantagens. A suspensão de novas multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização ambiental e a conversão das multas pecuniárias referentes à supressão irregular de vegetação em Área de Preservação Permanente-APPs, Reserva Legal-RLs e Área de Uso Restrito AURs são algumas delas. A adesão ao Cadastro também permite que o produtor continue ocupando áreas de APPs e flexibiliza a recuperação das RLs.

Dados do CAR em Minas Gerais

Até o momento, 63% da área em Minas Gerais foi cadastrada. Do total estimado de pouco mais de 550 mil propriedades mineiras, quase 350 mil já foram cadastradas.
As pequenas propriedades, com até 100 hectares, correspondem a 88,74% da área cadastrada, enquanto as grandes áreas com 500 hectares ou mais, somam apenas 0,01% do total lançado.

FETAEMG/ Ilustração

Casal ‘adota’ 70 crianças e reduz a fome em Monte Carmelo

alimento MONTE CARMELO - “É uma coisa inexplicável. Me dá até arrepios quando eu falo, mas dá para sentir aqui que eles são meus filhos”, conta o administrador Osvaldo Antônio da Silva, 47, enquanto aponta para o próprio coração. Ele e a mulher, Vera Lúcia da Silva, 55, não conseguiram ter filhos biológicos, mas encontraram outro modo de “dar à luz” em Monte Carmelo: pela solidariedade. A vontade de ajudar indicou o caminho até as 70 crianças que hoje eles acolhem, amam e educam.

O primeiro vínculo afetivo entre pais e filhos surgiu com a fome. Há 24 anos, pouco depois de se casarem, era a hora do almoço na casa de Vera e Osvaldo, no bairro São Sebastião, um dos mais pobres da cidade – condição que permanece até hoje. Antes de se servirem, no entanto, receberam um chamado na porta. Eram três meninos de cerca de 7 anos, que tinham em comum os corpos franzinos e muita fome. Vera resolveu dividir o pouco que tinha na panela com os pequenos, comprometendo o almoço do marido. “Mas não tinha problema, eu inteirei o que sobrou com farinha para comer antes de trabalhar”, lembra Osvaldo, que, à época, era contratado em uma indústria de cerâmica. Mal havia acabado de limpar o prato, recebeu a visita de outra criança que, com a mão na barriga miúda, também pedia comida.

“Eu disse que tinha acabado a comida e mostrei a panela vazia. Aí, aquele menino sentou no chão com as mãozinhas no rosto e começou a chorar de fome. E eu chorei junto, de desespero. O aperto no peito que senti naquele momento eu não desejo para ninguém. Por isso eu prometi naquele dia que nunca mais ia deixar outra criança com fome”, relata, mostrando que o peito apertado havia acabado de transformá-lo em pai.

A providência inicial foi trocar a panela por uma maior. “Como éramos só eu e a Vera, a gente tinha apenas uma panelinha pequena. No outro dia, as crianças voltaram e almoçaram conosco. No dia seguinte, vieram mais crianças, e, no outro, ainda mais. E, assim, o que era quatro virou sete, depois dez, 15. Hoje são 70”, orgulha-se. E eles sabem os nomes de todos.

Todas as crianças assistidas pelo casal são de famílias vulneráveis social e financeiramente, moradoras do bairro São Sebastião, que carece de infraestrutura – só agora, terá uma unidade de saúde. O almoço servido por Vera e Osvaldo é, para muitas delas, a única refeição do dia, mas a atenção e o carinho que recebem ali têm efeito permanente. Ao chegarem à sede da Associação Luta Pela Vida (ALPV), inaugurada em dezembro passado para formalizar o trabalho do casal, as crianças, que têm principalmente entre 3 e 11 anos, pedem a bênção de Vera e de ‘Valdo’, como o chamam. Eles se tornaram a referência de família e de valores para a meninada.

Rotina. O almoço que muitas vezes faz o papel de café da manhã é servido às 10h, mas desde 8h, quando Vera começa a prepará-lo, já é possível encontrar crianças sentadas à mesa. A ansiedade pelo prato de comida (arroz, feijão, uma carne e três tipos de vegetais, além do suco e uma banana) é visível nas mãozinhas que seguram o copo vazio sobre a mesa, nos olhares curiosos em direção à cozinha. Enquanto o almoço não sai, os pequenos aproveitam o tempo “fazendo bagunça” em frente à associação, brincando, correndo e pulando – sendo crianças e deixando de lado a aridez do dia a dia. Vera começa a cozinhar todos os dias na ALPV às 8h, e o cheirinho da comida desperta as crianças do bairro.

Como ajudar

. O custo da ALPV é de pelo menos R$ 22 mil por mês, só com a alimentação das crianças. “Nosso maior problema é o vegetal, que não dá para estocar, diferente do arroz e do feijão. Além disso, o meu sonho é poder servir uma refeição às 17h, para as crianças não irem dormir com a barriguinha vazia, mas isso ainda não é possível”, diz Osvaldo.

O Tempo/Divulgação

Zika vírus pode ser associado a nova doença neurológica

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SÃO PAULO - Além da microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré, o zika vírus pode estar associado a mais uma doença neurológica: a encefalomielite aguda disseminada (Adem, na sigla em inglês), síndrome autoimune que causa inflamação no sistema nervoso central. Um estudo feito no Recife e que será divulgado na próxima sexta-feira no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em Vancouver, no Canadá, encontrou evidências de associação entre o vírus e a Adem em pelo menos dois casos.

Associação. Cientistas já desconfiavam de uma conexão entre o zika e a Adem, conforme mostrou o jornal O TEMPO em fevereiro deste ano. Mas só agora serão apresentados os resultados científicos do estudo liderado por Maria Lúcia Brito Ferreira, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração, no Recife.
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“Embora seja um estudo pequeno, ele pode fornecer evidências de que o vírus causa no cérebro efeitos diferentes daqueles que haviam sido identificados nos estudos em curso. Mas muita pesquisa ainda terá de ser feita para explorar se há uma relação causal entre o zika e esses problemas cerebrais”, disse Maria Lúcia. No estudo os cientistas acompanharam, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, todos os casos que chegaram ao Hospital da Restauração com sintomas de infecção por arbovírus – a família de vírus que inclui o zika, a dengue e a chikungunya.

Sintomas

Relatos. Os pacientes estudados chegaram ao hospital com febre e erupções na pele. Alguns também apresentavam coceiras, dores musculares nas e articulações, além de olhos vermelhos.

Folhapress/Divulação

Estado vai privatizar estradas a partir do segundo semestre

imageEm tempos de corte de gastos públicos, o governo mineiro vai lançar, no segundo semestre deste ano, o edital de licitação para privatizar 12% das rodovias estaduais. Segundo a Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop), 3.516 km já estão prontos para ser licitados, num total de 28,7 mil km da malha rodoviária de Minas Gerais. O governo já sinalizou que vai priorizar o regime de concessão integral e, caso não apareça interessados, estudará concessões via Parceria Público Privada (PPP).

Mas já existem propostas de 14 empresas, formalizadas desde novembro de 2015 no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). De acordo com a Setop, a fase de análises técnicas vai terminar ainda no primeiro semestre. O desejo de transferir para a iniciativa privada os custos da manutenção das estradas sob gestão do Estado foi anunciado em maio do ano passado. Na ocasião, Fernando Pimentel estimou que haveria interesse para pelo menos 12 mil km.

O Tempo/Divulgação